
Não aguento mais, roubas-me o sono (mergulho involuntariamente no desespero).
Nunca fui destas coisas mas a lágrima cai no canto do olho.
Sinto dor cá dentro,
É cruel não me deixares fazer nada por ti.
Com o passar dos dias percebo que não era só aquela fatal atracão carnal que me possui e me faz correr atrás de ti.
Percebo que estou realmente perdida porque nem um simples abraço teu tenho…
Gesto para ti tão simples, mas único e majestoso para mim.
Tu sabias que isso era a única coisa que me protegia neste mundo.
Sinto-me vulnerável …
Abraça-me!
Não aguento mais …
Preciso de ti.
Tic tac!
As horas passam, não consigo descansar.
Isto consome-me! Sinto-me farta!
Tenho esta gana se sair de casa e ir ter contigo!
Podes até ficar furioso (já te conheço. Não me quero gabar, mas consegues ser único do jeito que és), mas preciso que me abraces!
É-me vital encostar a cabeça no teu peito e ouvir o teu coração (xiuu, é segredo)
Dentro de mim sinto um vazio,
Semelhante a um buraco negro que consome tudo aquilo que eu tenho de bom,
Já levou consigo o meu sorriso (aquele sorriso genuíno que tu sabes, típico sorriso de criança, podia até ser alto e irritante, contudo feliz), para os outros mexo os músculos do meu rosto voluntariamente forçados.
Acho que vou até a janela fumar um cigarro (desculpa, sei que não gostas, mas não aguento)
Como te costumava dizer, acontece até aos melhores …. (já levamos mais de trinta dias… “acontece aos melhores”, “sabes”)
Sinto que não acaba aqui…
Se tudo fosse perfeito, eu estava aí a deliciar-me com ursinhos, enquanto tu mordiscavas quadradinhos de marmelada…
Onde estás tu agora?
Estás tão longe, logo agora que estás tão perto …
P.S.: Vamos fazer crepes, gigante lindo …
By Boitezica