quarta-feira, 31 de março de 2010

shiuu ... não me estraguem o silêncio ... ouves? é bela esta suspensão de som! Melodia de inspiração dos poetas ... mergulha nele e vais ver como te vais sentir livre ...

terça-feira, 23 de março de 2010

E a tarde para mim,
Liga de horas efémeras.
Tempo de descanso e tortura
Perco-me, sem saber o que fazer
Mas é que me perco mesmo,
É nesta ausência de acontecimentos
Que rendida à falta de fazer
Me entrego a meus pensamentos, às minhas recordações
Este conjunto tão vasto mas pouco rico.
Toma conta de mim
Sem que o possa evitar
Mas para quê?
Para me mandar a cara que já tive melhores dias
Que já fui feliz ao invés do que agora sou.
Esboçar um sorriso nos lábios para os outros é fácil
Difícil é ser verdadeiro.
Assim me arrasto neste engano!
Engano-me a mim
Engano os outros.
Eles não merecem,
E eu?
Talvez mereça este castigo…
Se fui feliz uma vez, porque recuso a felicidade agora
Ela anda ai
Vejo-o esboçada no rosto dos outros.
Mas como sabemos, fingir é fácil
Alcançar o que queremos é que não.
Talvez seja isso…
No fim são todos iguais a mim.
A procurar aquilo que não se encontra,
Aquilo que se tem que merecer.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sentia

Sinto frio
Sinto que sei que sinto
E por isso sinto a tua falta
Sinto frio
Sei que não sinto mais o teu corpo junto do meu
Sinto frio
Sinto-me desamparada sem ti
Gostava de as vezes dizer que sinto outra coisas
Quando na verdade não é isso que sinto
Sinto que já não sinto nada
Ou porque nunca senti
Ou porque deixei de sentir
Quando senti que te tinha perdido
E agora que posso sentir?
NADA
Eras a minha fonte de sentimento
E agora que a perdi
Posso dizer que sinto
Que sinto que não sinto

Tempo


Vivo um dia de cada vez, sem querer deixar conta daquilo que para trás ficou.
Reflexo meu, das nuvens, das coisas por assim dizer, nas poças dos dias tristes,
São pequenas gotas, como aquelas que pelo rostos de cada um passam, durante a vida,
Mas … e o que é a vida? A vida é como a poça, é o acumular de pequenas gotas,
aquilo a que costumamos chamar de memorias.
Pois eu acho que estão errados! A memorias não são memorias, porque tal como as gotas, acabam por desaparecer
As poças desaparecem … as pessoas também! E tal como as poças, desaparecem sem eu dar conta … talvez tenha uma pequena recordação , passado algum tempo, foi alguma gota que ficou esquecida dentro de mim
Uma gota que não derramei , quando tu partiste. E porque? Porque nunca parei para olhar na poça e ver de verdade o quanto fomos felizes, e que afinal havia memorias que foram levadas pelo tempo, tal como o tempo leva as gotas.