sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Foste, foram-se, fui,
parti em tempo inserto,
enquanto a neblina ocultava a tua ausência.
Aqui me vim estabelecer, à espera que melhores dias chegassem,
dias em que a tua ausência não pesa, não magoa …
Estabeleço aqui a ligação com os meus entes, hipoteticamente falando.
Gostava que a tua ausência fosse efémera,
volta e meia assombras-me!
Assombra-me o pensamento de que vais e não voltas,
como acontece com tudo e com todos.
Não vou chorar! Não ajuda a esquecer ninguém …
Nunca ajudou a trazer-me alguém de volta,
não é agora que o meu chorar de dor, de assombro e terror,
vai trazer-te de volta para junto de mim.
Traço nos meus dias pesadelos,
noites em branco,
o pesar da tua ausência mantém-me acordada incessantemente,
a tentar esgotar-me.
Parece sentimento tão vivo, mas quando o vejo por dentro …
parece tão morto como se nunca tivesse existido.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Perco-me

Perco-me outra vez por aqui,
Já ontem me perdia.
Perco, perco, perco-me.
Figura ausente. Chovia.

A noite cresce, repreende.
Cava no fundo oblíquo.
Corria...
Sem tempo, com tempo
Incógnita presente do dia.

Foste fugindo para longe.
Devagar e sempre
Sempre, sempre... Pronto.
Perco-me, perco-te. Sim.

Parece que o vazio fica
Aqui.

Assinado: Cocas, mais conhecido por Rogério

quarta-feira, 9 de junho de 2010

GODBYE MY LOVE!

TUDO ACABOU QUANDO EU TIVE DE ME IR EMBORA.
FOI DIFICIL PARA MIM TER-TE DE ENFRENTAR ASSIM!
UMA LÁGRIMA SURGIU NO TEU OLHO QUANDO EU TE DISSE QUE VOU PARTIR E O NOSSO MUNDO NUNCA MAIS TEVE SENTIDO.



ADEUS MEU AMOR! PEÇO-TE PARA ESPERARES POR MIM!
SE CONFIAS EM MIM ESPERA POR FAVOR TER DE PARTIR É TÃO CRUEL MAS TENHO DE IR MEU AMOR!

SE TU SOUBESSES O QUE EU TOU A SENTIR!
O MEU CORAÇÃO VIROU-SE CONTRA MIM E O MEU CÉU ESCURECEU, Ñ TENHO CURA PARA O QUE ACONTECEU!


TUDO SE TORNOU DIFERENTE PARA MIM, SE É CERTO É ERRADO PARA MIM!
SE TÁ CALOR PARA MIM TÁ FRIO, EU SINTO DOR E UM VAZIO.
SE É VERÃO PARA MIM É INVERNO, SE É AMOR É GANACIA OU INFERNO.



ADEUS MEU AMOR, EU VOU VOLTAR, ESPERA POR MIM!


( Agosto de 2006, by me )

terça-feira, 8 de junho de 2010


Sinto o mundo a finar, e eu aqui presa neste corpo morto que se arrasta, sem nada poder fazer.
Limito-me a deixar o esqueleto cansado caído sobre o sofá, enquanto vejo o Apocalipse acontecer, através da minha janela. Vejo-o passar como se fosse um filme de sábado a tarde que passa na TV ínfimas vezes ... mas este é diferente. Deste filme faz parte a minha vida e a de todos os outros, e este só passa uma vez. Já sinto o final tão perto. Este final começa de dentro para fora, já sinto o meu coração dar as ultimas batidas sem fôlego, sinto as minhas entranhas a gemer e gritar como se alguém as pode-se socorrer... mas já cá não há ninguém para mim. É teu fado, vais morrer ai._O teu esqueleto não se move por mais que queiras e tu vais apodrecendo dentro dele há medida que se esquecem que existes, e que também já foste um ser humano como eles. Foi esta a tua escolha, contra ela não vais lutar, porque se o fizesses só te irias sentir mais culpada dos crimes que a ti própria infringiste.Tudo nesta vida tem um preço, apostas-te alto, cais-te rapido.
Engraçado, por mais promessas que te visse fazer, por mais juras, cais-te sempre nos mesmos erros, agora pagas!Não há nada a fazer. A tua inocência vendeste-a ao demónio, quando foste levada a entregar-lhe o teu corpo, agora vais viver assim. Pagas morrendo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

As vezes só dá vontade de mandar tudo para o caralho, e não me digam que não tenho razão e que não partilham igualmente deste sentimento!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

tu e eu



Que mal fiz eu para me que me fizesses isto?
Cada vez que penso que as coisas estão melhor entre nós
Tu desiludes-me.
Fazes-me sentir um vazio cá dentro,
Eu que não sou eleita nem perfeita!
A culpa é sempre de outra,
Que só te usa e abusa,
Que não gosta de ti mas que não o admite.
Cada dia que passa, sofres tu
Sofro eu e nem te apercebes,
Sofre-mos os dois quando as coisas podiam ser tão simples,
Mas vem sempre lá alguém, porque?
Será que não sabem suportar a felicidade dos outros?
Será que a sua única felicidade será destruir os outros?
Eu não sei a resposta,
Tu muito menos!
Vives meio apagado do mundo
A metade que cá vive só pensa em algo que não sou eu
Só pensa em algo que te manda à rua,
Te faz sua prostituta
Que te abusa nas horas vagas.
E eu? Também tenho que me vender porque não percebes
Ou porque simplesmente não queres perceber
Será assim tão difícil admitir?
Sabes que foi especial, e se calhar até gostas-te.
Lutas contra a maré, masoquista…
Dá-me uma vontade súbita de te insultar!
E dizer tudo aquilo que já sabemos,
Tudo aquilo que os outros também sabem.
Tenho a impressão que as palavras que te digo não fazem muito sentido.
Não o faziam, muito menos fazem agora.
É assim que me sinto, sem um sentido, sem um rumo.
Á espera que teu barco à deriva, pare no meu cais…

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quero que chegue o amanhã e que tenha o poder de não acordar.
Poder ficar no canto onde ninguém me diz nada,
Ver nada, ouvir nada, sentir nada e mesmo assim ser feliz.
Feliz como criança para o mundo, que tem em si o poder de não perceber as coisas em si
E viver feliz a partir dessa ignorância .
Quero ignorar tudo de mais complexo que me tenham a dizer.
Não foi para isso que quis ter vida,
Não foi para isso que vim ao mundo.
Quero ser rei do meu reino,
Quero ter o poder sobre todo o que me rodeia.
Quero virar costas a uns, e abrir novas portas a outros.
Quero mergulhar na multidão e senti-la
Sentir o pulsar dos seus sentimentos depressivos nos corpos dos oprimidos,
Quero poder ter a escolha de não ir por esse caminho,
Ficar ali no meio, sentindo e sem ouvindo
Até perceber que aquilo me tranquiliza.
Ver a cara de tantos que não sabem mais o que é a vida,
E perceber que eu a quero abraçar de uma maneira que ninguém alcança.
Rostos consumidos neste caminho mefistofélico até ao fim que nos separa
Quero rir, quero chorar, quero fugir, quero ficar…
Confusão, é isto a que se resume uma vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Meu amigo e companheiro,
Daquelas tardes quentes de Primavera,
Daquelas manhãs frias de Inverno.
Meu amigo e companheiro,
Que o tempo um último suspiro deu-te,
Levou o vento consigo tua vida,
Sem aviso, sem despedida.
Meu amigo e companheiro,
Neste dia em que o sol nunca mais verás,
Sei que irás descansar em paz.
Meu amigo e companheiro,
Não verás nenhuma lágrima derramada,
Nenhuma dor desesperada, não chorei,
Não chorei, porque de ti tanto gostei,
Meu amigo e companheiro.


copyright, Ana Livramento (BFFF)

quarta-feira, 31 de março de 2010

shiuu ... não me estraguem o silêncio ... ouves? é bela esta suspensão de som! Melodia de inspiração dos poetas ... mergulha nele e vais ver como te vais sentir livre ...

terça-feira, 23 de março de 2010

E a tarde para mim,
Liga de horas efémeras.
Tempo de descanso e tortura
Perco-me, sem saber o que fazer
Mas é que me perco mesmo,
É nesta ausência de acontecimentos
Que rendida à falta de fazer
Me entrego a meus pensamentos, às minhas recordações
Este conjunto tão vasto mas pouco rico.
Toma conta de mim
Sem que o possa evitar
Mas para quê?
Para me mandar a cara que já tive melhores dias
Que já fui feliz ao invés do que agora sou.
Esboçar um sorriso nos lábios para os outros é fácil
Difícil é ser verdadeiro.
Assim me arrasto neste engano!
Engano-me a mim
Engano os outros.
Eles não merecem,
E eu?
Talvez mereça este castigo…
Se fui feliz uma vez, porque recuso a felicidade agora
Ela anda ai
Vejo-o esboçada no rosto dos outros.
Mas como sabemos, fingir é fácil
Alcançar o que queremos é que não.
Talvez seja isso…
No fim são todos iguais a mim.
A procurar aquilo que não se encontra,
Aquilo que se tem que merecer.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sentia

Sinto frio
Sinto que sei que sinto
E por isso sinto a tua falta
Sinto frio
Sei que não sinto mais o teu corpo junto do meu
Sinto frio
Sinto-me desamparada sem ti
Gostava de as vezes dizer que sinto outra coisas
Quando na verdade não é isso que sinto
Sinto que já não sinto nada
Ou porque nunca senti
Ou porque deixei de sentir
Quando senti que te tinha perdido
E agora que posso sentir?
NADA
Eras a minha fonte de sentimento
E agora que a perdi
Posso dizer que sinto
Que sinto que não sinto

Tempo


Vivo um dia de cada vez, sem querer deixar conta daquilo que para trás ficou.
Reflexo meu, das nuvens, das coisas por assim dizer, nas poças dos dias tristes,
São pequenas gotas, como aquelas que pelo rostos de cada um passam, durante a vida,
Mas … e o que é a vida? A vida é como a poça, é o acumular de pequenas gotas,
aquilo a que costumamos chamar de memorias.
Pois eu acho que estão errados! A memorias não são memorias, porque tal como as gotas, acabam por desaparecer
As poças desaparecem … as pessoas também! E tal como as poças, desaparecem sem eu dar conta … talvez tenha uma pequena recordação , passado algum tempo, foi alguma gota que ficou esquecida dentro de mim
Uma gota que não derramei , quando tu partiste. E porque? Porque nunca parei para olhar na poça e ver de verdade o quanto fomos felizes, e que afinal havia memorias que foram levadas pelo tempo, tal como o tempo leva as gotas.